sexta-feira, agosto 24, 2007

Para quem ficou "por fora" do T.G.

Cá está ele... com suas curvas, e muito verde!






Arquitetura como ponte de acesso à cidadania



A Associação de Capoeira Meia Lua Inteira é uma organização não-governamental que, através da capoeira, desenvolve o projeto “Nossas crianças filhos da Meia Lua”, como forma de acesso à cidadania, para as crianças da ZEIS Ilha do Destino.

Há vinte anos, esse projeto se desenvolve em algumas casas situadas no centro da ZEIS, e ganhou credibilidade entre os moradores da comunidade, devido aos bons resultados presentes nas crianças que participaram do projeto desde o princípio, os quais se tornaram professores de capoeira, ampliando o grupo, que atua não só em Recife, mas em alguns países da Europa, como Dinamarca, Áustria e Alemanha.

O número de crianças no projeto aumentou, juntamente com as atividades desenvolvidas pela Associação, o que demonstra a necessidade da construção de uma nova sede, com espaços planejados para atender a nova demanda de participantes.

Reconhecendo a intervenção em território de ZEIS, como sendo um terreno difícil e controvertido, desde já um caminho se apresenta: a definição dos elementos tipológicos, para a orientação na elaboração da proposta da nova edificação.

Por meio do estudo dos elementos que caracterizam as construções existentes na comunidade, foi possível estabelecer parâmetros de projeto, tais como os materiais usados, a inclinação dos telhados, o ritmo das aberturas, os tipos de coberta, de forma a orientar a nova construção.

Estudos referentes à expressão artística da Associação de Capoeira, que decodifiquem o lugar, para que a arquitetura seja um elemento que valorize a ZEIS, também se fazem necessários. Para a conclusão da poética da adequação, serão de grande relevância as estratégias de concepção que atentam indiscutivelmente para o rigor do clima ou a racionalização construtiva em vista da economia de meios. Em virtude desses estudos, e para melhor compreensão do projeto, o trabalho se subdividirá em três partes.

A primeira parte faz uma abordagem em torno da Capoeira, com sua história evolutiva relatada no capítulo um, e sobre a formação e o histórico de trabalho da Associação de Capoeira Meia Lua Inteira, no capítulo dois.

A segunda parte aborda os estudos sobre a ZEIS e o programa arquitetônico. Os capítulos três e quatro correlacionam a Cidade e a Favela. Os capítulos cinco, seis e oito apresentam as informações sobre a ZEIS. O capítulo sete refere-se ao projeto da Via Mangue, e a importância que terá para o lugar. Os capítulos nove e dez referem-se ao programa arquitetônico e às diretrizes para a elaboração do projeto.

A terceira parte apresenta os estudos arquitetônicos para a implantação do projeto, através do Memorial, dos desenhos e perspectivas.

Por fim, a conclusão reflete sobre as investigações realizadas verificando as dificuldades, os resultados e as potencialidades do projeto.


Esse foi meu Trabalho de Graduação para o Curso de Arquitetura e Urbanismo.

domingo, agosto 19, 2007

Vou ficando por aqui...

... prometo SEMPRE atualizar!!!

Será normal "apanhar" do português???

Sempre fui uma aluna exemplar em Português.

Eita! A pertunta inicial sugere "apanhar de UM PORTUGUÊS"?? Foi mal, visse?!
Mas é da língua portuguesa a que me refiro, tá?!

Voltando.
Passei anos só lendo livros de Arquitetura, Urbanismo, Paisagismo, História da Arquitetura, Restauração.... e por ai vai. Nada de meus romances adorados, ou livros policiais, que também sempre estiveram em "minha cabeceira".

Ao me formar optei por passar em um concurso. Optei por ser uma servidora pública, além de exercer a Arquitetura. Não me pergunte como optei isso, mas para mim parece a melhor solução e sei que sou capaz de fazer as duas coisas e ser feliz. A questão é: e o "português"?

Digo que essa vida de "concurseiro" não é nada ruim. É péssima, simplesmente! E o estresse se supera a cada dia. Concluí que estava realmente estressada quando troquei o "ss" pelo "ç". Pode? Para mim: claro que não! Orgulhosa do jeito que sou. Um absurdo sem tamanho acontecer isso. Logo eu? Me perguntei. E logo vi que sim, que eu, que qualquer um pode passar por isso numa fase de estresse. Eu passei por isso quando estava conluindo meu T.G. ( trabalho de graduação). Mas, graças a Deus, tinha meu namorado, paciente e amoroso, e meu pai, claro, para corrigirem com afinco meus textos da parte teórica do trabalho. Mas agora não terei ninguém, né?! Só eu e Deus nessa trajetória.

Achei um absurdo fazer tal troca de letras por uma simples razão: nunca fui uma CDF, mas em Português, era capaz de dar aula a professor que não se mostrasse seguro na matéria.

Logo, retomo a pergunta: será normal "apanhar" do Português?